O poeta Edgar Alan Poe em seu épico poema Anabel Lee relatou que até os anjos tinham inveja do amor que ele tinha por sua amada. Se ele vivesse na atualidade saberia que é moda se contrapor ao amor...A vida não é tão bela, e as coisificação dos sentimentos humanos nós empuram a imediatez sórdida do vazio das almas.
A família célula máter está em instinção, infelizmente. O mundo vive de pequenas intenções, e de muito pouca subastância. Já nada é tão importante, e as relações dão lugar aos flertes fugazes. O mundo gira rápido, não é mais permitido, pensar, sentir, pedir para voltar o filme, é sem dúvida um verdadeiro absurdo.
Muitos te crucificam, e te imolam no altar como bode expiátorio sem nenhum remordimento. Ainda se precisa do sacríficio, mas o ritual nunca será o mesmo. Tudo é uma visão borrosa. A verdade é uma convenção e ela vale muito na boca dos hipócritas.
Prefiro ser como Madalena que ser um Fariseu. - Quem quiser que atire a primeira pedra, que eu descarrego todo meu sentimento, sem comtemplar tua humanidade...Vil réptil, verme facínora....
ANNABEL LEE *
(de Edgar Allan Poe)
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Conspirações e intenções veladas
Postado por Rocco Eduardo às 17:25 1 comentários
domingo, 28 de outubro de 2007
Final de semana em Porto Velho
Capital Inicial
Ontem foi o show do Capital Inicial em Porto Velho. Noite agradável fora da Nautilus, mas quente no recinto apinhado de fãs e aqueles que por falta de opções compraram os caros ingressos para a ver a banda tocar.
Som Ruim
O som estava péssimo. Coitado, o Dinho Ouro Preto bem que tentou se rebolar e esgoelar todo para se dar ao público, mas a parafernália do som não ajudou em nada. Os primeiros da fila, talvez conseguiram apreciar as baladas e embalos do Capital como deveria ser.
Sexta de Poesia
Na noite de sexta-feira passada aconteceu o Primeiro Premio Bahia de Poesia no Colégio João Bento da Costa. A homenagem ao Jornalista e amigo Bahia emocionou quando alunos de diversos cursos fizeram jograis poéticos contando um pouco do que foi o saudoso poeta e suas andanças antes que um câncer o ceifasse de entre os amigos e fãs.
Ausência
Neste evento promovido pela parceria dos professores do João Bento e os membros da Academia Rondoniense de Poesia – Acarp, foram poucas as autoridades que deram as caras. Como sempre a cultura ficou para trás nessa hora.
Trânsito Maluco
É comentário unânime de qualquer individuo de Porto Velho que tem que circular pelas abarrotadas e perigosas ruas e avenidas da cidade que o trânsito está maluco. Ninguém respeita ninguém, e não há dia sem acidentes e incidentes na capital. A coisa ta feia e pode ficar pior. O comentário é geral: com as usinas, não vamos ter para onde correr...Salvem-se quem puder!
Momento
Se tivesse que dedicar uma música hoje para uma pessoa muito especial, teria que ser uma do tipo Volta para mim...Sei lá. Esse tipo de canção pegajosa que a gente lembra quando está no sal, como dizia meu bom amigo Sinézio.
Ricardo Arjona, o Poeta da América bem que tentou explicar em seu poema musicado o que é sentir a falta da outra pessoa amada, e que diz mais ou menos assim: “Realmente não estou tão só...Quem disse que te fostes? Si não estamos onde está o corpo, mas sim onde mais se sente saudade. E aqui há tanta saudade! Você segue aqui...Sem ti. Comigo. Quem está contigo, se nem se quer estás aqui? Se carregaste teu corpo, mas deixaste a saudade comigo”...
Postado por Rocco Eduardo às 17:27 1 comentários
terça-feira, 23 de outubro de 2007
/Ricardo Arjona o Poeta da América canta
Clique aqui e escute Ricardo Arjona o Poeta da América...
Postado por Rocco Eduardo às 19:02 0 comentários
O Meio como Mensagem numa Aldeia Global
Para Marshal Macluhan estamos vivendo numa imensa aldeia global. A avalanche de tecnologia de informação e comunicação é enorme. Milhões de pessoas estão conectadas entre si recebendo e enviando informações para qualquer ponto da Terra.
Com o advento das recentes tecnologias mass mediáticas estamos vivendo em um mundo que encolhe progressivamente para se transformar numa imensa e famigerada "Aldeia Global". Um mundo no qual a distancia física entre os homens torna-se cada vez menos importante, à medida que o desenvolvimento tecnológico nas comunicações reduziria a fragmentação social e promoveria um sentido de unidade global. "A velocidade da informação na aldeia global significa que toda ação humana ou evento envolve a todos da aldeia nas conseqüências de todo e qualquer evento".
A grande é revolucionária proposição de Macluhan, “o meio é a mensagem” é a convicção do que é capaz de realizar, por exemplo, a TV como meio de comunicação massiva e como mensagem mesma no processo de emissão e recepção de estímulos interativos e interpretativos. As formas dos Mídia, à parte seu conteúdo, afetam a sociedade.
Uma postura um tanto que ilógica tendo em vista que antes o meio era somente considerado o vetor para que num processo de comunicação uma mensagem seja emitida. No entanto Mcluhan sobre valoriza o papel do meios, principalmente, os massivos que passam a adquirir força comunicativa e significativa. A tecnologia dos Mídia por si só impacta a sociedade.
O meio comunica? Sim e talvez não. Até que ponto o meio em si pode ser interpretado e assimilado como mensagem sem a retórica de uma mensagem cabal. Até que ponto a embalagem vende mais do que o próprio conteúdo do produto. Definitivamente, Macluhan não deixa de ter razão, num mundo Pós-moderno repleto pelas imagens, muitas vezes a ilusão ultrapassa a realidade.
O concreto perde o valor diante da fantasia. Vivemos num mundo onde mais importante que o ser é o parecer. Apocalípticos post-modernos defenestraram os conceitos da modernidade.
O individualismo está em voga, toda ideologia não é mais tolerada e os grandes líderes da humanidade não são mais imitados. Todos querem ser diferentes. Mas continuam sendo muito iguais em suas tão precipitadas posturas em busca de lograr ser original.
Há uma consciência do fracasso. Não da pós modernidade, más da modernidade. No entanto quem vive na vanguarda dos tempos sabe muito bem que um e outro são continuísmos, e onde o primeiro fracassou o segundo patina ainda nos erros do propulsor.
Para alguns o rechaço a modernidade é uma coisa, para outros, basta com assumir um papel de voyeur é mais cabível. Mas onde situamos o papel da comunicação massiva? Simplesmente na idéia de que apesar de adquirirmos a potencialidade de considerarmos dentro de uma aldeia global, não podemos evitar que ainda nos assombramos diante das coisas simples e que ainda restam neste Planeta. Como gosta de dizer José Saramago nada substituirá, nem o computador, nem outra tecnologia imediatista o poder de comunicação que tem o papel e a escrita, por exemplo.
“Um computador”, diz Saramago, “não traz o cheiro de perfume de uma carta. Não traz o vestígio de uma lágrima derramada sobre o papel. Isso para o computador é impossível".
E por isso que a imaginada e real aldeia global existe e permanece em todas as novas formas de manifestação humana da atualidade. Há então, inexoravelmente, uma força centrífuga que empurra o individuo a ser e a pertencer a uma redoma, a uma bolha de proteção que nem todos os anos de estudos de um Freud inspirado poderiam comportar. Todos, finalmente, somos produtos do meio em que atuamos, mas com uma insana vontade de voltar para o útero materno. Temos fome de pertencer e de identidade e nisto do atual, se encontra os Meios de Comunicação Massiva.
Para Mcluhan o conteúdo da mensagem é irrelevante. Pensamento abrupto e irascível desencadeia uma torrente em favor de tudo que é meio e transmissor de comunicação. Para o pensador o que movimenta e transforma a sociedade é o transmissor sua forma e sua estética, seus usos e suas assimilições implícitas ou não. Assim exemplificamos: O rádio: afeta a maioria das pessoas intimamente, pessoa a pessoa, oferecendo um mundo de comunicação não-falada entre o escritor-locutor e o ouvinte.
As profundidades subliminares do rádio estão carregadas de ecos ressoantes dos antigos cornos e tambores tribais. O poder do rádio pode re-tribalizar a humanidade, sua inversão quase instantânea do individualismo em coletivismo. A televisão não funciona como um background. Ela prende-nos. Temos de estar com ela.
O veiculo promove estruturas profundas tanto na arte como na diversão, e cria também o envolvimento da audiência em profundidade. Dificilmente existe uma só área de relações estabelecidas, do lar e da igreja à escola e a mercado, que não tenha sido profundamente perturbada em seus padrões e contextura.
Todavia a conclusão de Macluhan ainda é muito precário o que se pode explicar a respeito do papel dos meios e o seu poder de ingerência na vida social do homem. Não existe uma fórmula mágica para decifrar quanto e como os MCMs afetam o indivíduo. A certeza inequívoca é que há muita resistência por parte dos estudiosos na abordagem mais livre para saber as afecções de uma exposição aos meios.
Postado por Rocco Eduardo às 05:14 0 comentários
domingo, 21 de outubro de 2007
Globo "está de olho" Rondônia BBB 8

Na oitava edição do Big Brother Brasil, a produção da Rede Globo resolveu inovar dando espaço para cada candidato poder mostrar seu perfil. Onde cada participante está concorrendo a entrar na desejada casa.
Está sendo analisado cada perfil do participante, onde é distribuido uma marca, ou seja, selo, da Globo, que serve para indicar se o futuro Big Brother pode ou não ser escolhido pela produção.
Aqui de Rondônia, já temos alguns cadidatos. Minha amiga Mady está já com o desejado selinho. Ela conta com o voto virtual dos internautas que acessarem. Ela vai ser uma ótima representante, amiga ,sincera e muito bacana além de ser uma gata e vamos pessoal ajudar está Rondoniense . Acessem o link clicando aqui
Postado por Rocco Eduardo às 19:50 0 comentários
terça-feira, 25 de setembro de 2007
Crônicas de uma viagem à Brasília (I Parte)
Bom, o Rondonoticias, na pessoa de seu diretor Arimar de Sá, e de minha pessoa, Rocco Eduardo, foram convidados pelo jornalista e milionário Roberto Kuppé para ir à Brasília acompanhar a inauguração da Casa de Apoio da Fundação Matheus Moraes.
A primeira coisa que me veio à mente quando saímos do Aeroporto de Brasília a caminho do hotel, e já entrando no Plano Piloto, foi a sensação daquela música na cabeça do Legião Urbana – o famoso estribilho ressoava doce: “Que país é esse!”.
Ainda meio zonzo de sono por causa de uma noite mal dormida por conta do horário do nosso vôo (partimos de PVH às 3 horas da manhã), tentava decodificar a capital da Nação Brasileira. Tentava achar coincidências para justificar o sonho, de Dom Bosco, de sua construção no meio do nada, de um quase deserto, mas a achei ela, a cidade, linda, limpa e simples.
Junto comigo na mesma viagem outros colegas jornalistas sofriam também o pernoite mal dormido. A viagem foi engraçada, e no avião, eu que tenho medo de voar me tranqüilizei quando soube que havia outro colega com mais medo do que eu.
O medo apavorado de Rubson do site O Rondoniense me consolava e neutralizava o meu. Ainda mais que como companheiro de poltrona tínhamos, eu e o Rubson, o Paulo Andreoli (Rondoniaovivo), “narrando” todos os procedimentos de despegue e aterrizagem da aeronave de uma foram dramática que fazia nosso amigo de O Rondoniense se espichar todo como um gato no assento se segurando para evitar o pior. E lá Andreoli com sua perorata, que asa do avião, que a idade do motor, que num hipotético acidente as chances seriam mínimas, e o nosso passageiro cada vez mais tremeliquento. (CONTINUA...)
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sábado, 8 de setembro de 2007
SETE DE SETEMBRO
Ontem foi o Dia da Pátria. Coisa militaresca. Tudo isso, desfile, pompa terceiromundista, me fez lembrar de alguns imbecis que posam de falsos patriotas e que tem certo saudosismo da época dos governos ditatoriais.
Considero brasileiros verdadeiros àqueles que amam seu país porque gostam de sua gente, e porque têm esperanças de dias melhores. Que torcem pelo esporte, pelos esportista. Que sentem saudades na alma quando estão lá fora (em outros países) quando escutam alguém falando Português, ou alguem cantando neste idioma. São estes patriotas, trabalhadores, homens e mulheres, que representam a independência todos os Santos Dias porque gritam por liberdade, e cada minuto e cada instante. Redenção é a dádiva destes brasileiros...
A DATA
Eu não me apego, sinceramente, a esses tipos de datas. Às vezes até de meu aniversário lembro, apenas no dia, e não gosto de fazer alarde.
Um vez entrevistei um cidadão (durante minha vida de jornalista), e disse, quase que explicitamente, que nunca tinha sofrido nada na época da ditadura. Eu também nunca sofri nada. Nem minha família, meu pai, minha mãe. Nada. Mas não sei porque, todos da minha família, e principalmente meu pai, e a ele devo muito isso, tinha plena consciência desse período nefasto.
Sete de Setembro me faz lembra das paradas militares. Da última vez que desfilei, acho que era aluno do Dr. Granjeiro, um extinto colégio de Porto Velho, e sinto que não tenho muitas saudades. - Calor abrasante, os tênis “Conga”, ardiam e doíam nos meus pés. Sinceramente, não há muitas saudades. Era ainda no período da ditadura, e algum militar governava Rondônia, Brasil, e todos os países do hemisfério sul, pobre, e atrasado. – Bom, pouca coisa mudou....Pelo menos, hoje os tênis são importados, todavia, que muitos de nós nem possamos comprar, mas pelo menos sonhamos com ter um nos pés.
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segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Lembranças do Areal
Sábado que passou, o amigo Paulo Rojério, que frequenta, os saraus realizados lá em casa, escreveu esta crônica sobre a cidade de Porto Velho. Leia e confira:
"Hoje voltei à antiga ladeira e desci nas lembranças do passado, essa mesma ladeira em carrinho de rolimã. Descia em minha infância, e deixava pedaços de meu corpo nela, ralado!
As antigas lembranças vieram em imagens que me pareciam reais...Avistava os amigos leias que eu tinha: o pipoqueiro maluco, o Zé. Seu Manuel do Picolé. Dona Vanda a ‘Cadeiruda’. O Tonho Zarolho, o Biroco Doidinho...Lembranças do Areal, da antiga escolinha, as pedras do cascalho, na Rua do Pedregulho. Logo abaixo, a minha primeira paixão...
Para nunca esquecer os moradores da antiga ladeira da minha saudade. A cadela Baleia, o cachorro Tubarão, nossos animais de estimação, meus carrinhos de lata de óleo no terreiro espalhados. As bolinhas de gude de caroço de tucumã. A bola de meia, recheada de esperança de se ganhar uma dente-de-leite.
Neste devaneio meu...Que suadade!
Pude ver ainda, mamãe no vestido de chitão, e papai mastigando seu tabaco de corda. A cabeleira rebelde da minha mana Zozé. Carlinhos Capeta, meu primo danado. Vovô, próximo à vovó, cheirando rapé e resmungando sempre.
Essa ladeira de outrora é parte constante do meu dia a dia. Da minha memória. E hoje, nesta aurora, na ladeira moderna, nada tens de igual...E eu por ser o último, pareço um imortal! E morro sempre um pouquinho com essas saudades do meu povo que já partiu. E que me deixaram tão sozinho, nesta ladeira por onde ficou minha mocidade."
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domingo, 12 de agosto de 2007
Hoje é dia dos Pais
Hoje é dia dos Pais. Meu filho, o pequeno Diego, 11 anos, esteve neste dia compartilhando comigo algumas horas. Nele vejo o retrato de uma nova geração: tranqüila, serena, talvez até mais responsável que a minha.
Estou passando já da casa dos trinta. Passei da idade de Jesus, antes dos 40 anos. Tenho por algum tempo muita guerra que combater. Derrotar feras e demônios que tentar roubar e corromper minha alma e meus intestinos.
No caso do pequeno Diego, o mundo o espera. Todas as oportunidades bem a sua frente. A priore queremos o melhor para nossos filhos. Desejamos que se tornem homens de bens, evoluídos e melhores que os pais. Mas, o realmente, importante e que tenham saúde e vida.
Passamos da geração Paz e Amor, que me antecedeu. Sobrevivemos, a geração Coca-Cola, e vagamos num limbo engarrafado de um planeta chamado Terra. Somos de uma geração permissiva e voyer. Determinamos nossa existência à um grande observador. Existimos diante do massacre de todos os pais do mundo.
E os heróis são comprados a peso de níquel. Não há lideres. Morreram todos de inanição. - - Órfãos somos, e nossos filhos são nascidos de pais que eram órfãos também. - Cuidados por babás eletrônicas. Hipnotizados e narcotizados para viver com a melhor tecnologia, sem, ao menos, sentir dor, vergonha ou coisa parecida.
Meu filho Deus que lhe proteja sempre, e onde eu estiver sempre rezo por você. Pai! obrigado por ser homem demasiado homem. Porque tentou de mim afastar todos os cálices venenosos da vida.
Postado por Rocco Eduardo às 13:13 0 comentários
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
Sábados culturais
Meio que sem querer os as reuniões da Academia Rondoniense de Poesia – Acarp, já ritual, lá em casa, vêm se tornando e abrindo o leque para a construção de um espaço cada vez de interação social e cultural. Todos os sábados santificados, às 19h30 minutos começam essa reuniões.
Particularmente fico contente com isto. Me retrotrae a lembrança de um velho ídolo, o escritor Jack London, que amava se encher sua casa de gente. Artistas, escritores, malabaristas – gente de todo tipo, freqüentava as reuniões promovidas no rancho de London.
Lá em casa, guardando as proporções, a cada sábado que passa, nos saraus improvisados da Acarp sempre aparece alguém ou alguma situação nova se apresenta.
Neste sábado quem esteve por lá foram as jornalistas amigas Nete Florentino e Rejane Júlia. Rejane levou até o pilão. Ela queria se deliciar com uma iguaria da comida boliviana, o Masaco (Comida feita à base de banana cumprida e charque). Para quem não sabe, a ex-apresentadora da TV Rondônia, tem raízes bolivianas.
Antropologicamente, não há nada melhor do que expressar a situação de um povo desde sua culinária, como expressão cultural, ou até pela escrita, em fase dos talentos poéticos presentes. A noite foi agradável, e a casa ficou divertida num sábado cultural regado a poesias e Masaco.
Postado por Rocco Eduardo às 05:26 0 comentários
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
Hoje é sexta-feira
Essa semana foi complicada, assuntos particulares até me tiraram o sono. Vivi estes dias como um vil mortal. Pensamentos medonhos vieram na minha mente. Odiei e é muito ruim fazer isso, mas vá, paciência. Vou fazer que nem os fundamentalistas: Deus proooooveeeerá....
Alegria
Minha alegria foi que o colega Kuppé ao menos ficou milionário. Primeiro me custou acreditar, conhecendo-o como polêmico que é, e por suas ‘travessuras’ na imprensa por assim dizer. Mas, depois as dúvidas foram se dissipando....E esse negócio questionável do Kuppé bradar para todo mundo que ele ganhou na Mega-sena, também por ser ele quem é, não poderia ser mesmo, mentira. É típico. E de seu feitio e estilo.
Sobre outras
Bom está semana também devo também anunciar, que estou prestes a mudar de estado civil. Numa semana de cão e gato, devo dizer que estou agora noivo da dona Milena Santana, agora proprietária dileta deste coração.
No mas...
Bombas caem em Beirute. Bagdad contínua sitiada. Ninguém achou ainda o culpado do acidente em Congonhas. No campeonato Brasileiro, Dodô pode jogar. Ele foi inocentado do dopping.
Em Rondônia, as obras de duplicação da 364 foram retomadas. Os deputados da CPI ainda querem ferrar com os sindicalistas do Sintero. A guerra dos Shoppings está no auge. Ainda muita pólvora deve ser queimada.
Na política e no comércio, o deputado Valter Araújo ataca o prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho, ambos soldados na terrível guerra dos Shoppings. Na cidade o sol arde, as ruas são poeirentas. Na periferia o sol dói, as ruas são uma vaga lembrança, e o sofrimento ainda é maior.
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segunda-feira, 30 de julho de 2007
Envelheço na cidade
Nesta tão importante data para minha pessoa, agradeço os que me cumprimentaram pelo meu aniversário. A eles, meu muito obrigado por terem lembrado de mim. Hoje, segunda-feira, dia 30 de julho, um dia mundano, de labuto, sem muitas emoções, sei que ainda vou me lembrar daquela velha canção pelo menos um par de vezes mais...Aquela que diz mais ou menos assim: Feliz aniversário envelheço na cidade...Feliz aniversário para mim e para você...
Dizer hoje, que sou mais velho, fica batido diante do óbvio. Mas, a cada ano que passa, invejo mais os jovens, e isso quer dizer mesmo que estou ficando muito sério, infelizmente. Eu que tanto pensei que não iria mudar nunca. Que seria uma criança eterna, que seria um incorrigível Peter Pan...Tenho que ser responsável, e as vezes sou tanto que fico doente estressado, para não dizer coisa pior.
E nestes dias que deixei de ver o mundo. Que deixei de apreciar as belas coisas da vida. Sei que temos que mudar, e correr atrás daquilo na vida que parece menos importante. No dia do aniversário é sempre bom lembrar que temos sonhos e que se há tempo se pode até correr atrás deles. Anotar na caderneta o que vamos fazer de essencial para conseguir algo que pode ser como o arco-íris jamais tocado, num lugar sem lugar, numa vida de fantasia.
Por isso rompo está copa de vinho com vocês meus amigos, para dizer que é bom estar vivo, que é muito bom amar, morrer de amor, e até sofrer de amor. Perseguir quimeras, e não ter medo de ser um eterno aprendiz...
Postado por Rocco Eduardo às 13:43 0 comentários
terça-feira, 24 de julho de 2007
Retomada da Sede da Academia de Letras de Rondônia
Interessante a idéia que da escritora Yeda Pinheiro Borzacov que propôs ‘no ar’ ontem à noite em entrevista ao radialista Márcio Bortollete, em seu “Programa Amazon Arts” na Rádio Transamazônica de retomar a sede da Academia de Letras de Rondônia e viabilizá-la para funcionamento. Ela chamou a atenção das “autoridades competentes” que nada fazem pela cultura da população, e convidou também os representantes da Academia Rondoniense de Poetas - Acarp a tomar cartas no assunto.
Yeda também convidou os representantes da ACARP para se unir ao movimento de recuperação da sede da Academia de Letras, atualmente, abandona às traças. A escritora propôs dividir o espaço com os poetas. O jornalista e presidente da ACARP, Josimar Cardoso, gostou da idéia e disse que vai ajudar a realizar um movimento de recuperação daquele esquecido prédio no centro da cidade.
Este que vos escreve que também participou daquela faena na Rádio, também se mostra otimista. Pessoalmente, acredito que seria a melhor saída para a Academia de Letras e para a Acarp que está com sede provisória.
Postado por Rocco Eduardo às 07:53 0 comentários
sábado, 14 de julho de 2007
Dias de Fogo
Pan
Foi emocionante e um pouco assustador ver e ouvir Elza Soares no Maracanã cantando o Hino Nacional. A imagem foi dantesca, misto de trash e romântica. Na primeira vez que vi, confesso que me impactou. Depois me acostumei, e até achei boa a participação.
Pan II
Foi bonita a abertura. Foi espetacular. Mas temos que ir mais devagar, na dor...Tinha gente muito eufórica, falando isso e aquilo, garantindo que já podemos pensar numa Olimpíada. Muita calma nessa hora. Abertura é uma festa, quero ver o resto. O andamento das competições e como funciona tudo.
Problemas televisivos
Os primeiros problemas já surgiram no Pan hoje. As emissoras de TV não poderão transmitir até segunda ordem as competições de Ginástica Artística. A “Organização” dos Jogos não preparou a estrutura mínima, para a emissão de imagens dos locais onde se compete. As empresas de mídia se recusaram a filmar até tudo estar “ok”. Este pessoal alegou que não há iluminação nos locais e nem onde enfiar uma tomada. Foi um pan, pan, pan, nas autoridades cariocas.
Brasil e Argentina
Amanhã é a final mais esperada de todos os tempos. Brasil e Argentina, em Maracaíbo pela Copa América. Favorito? E alguém pensa que tem isso quando se enfrentam argentinos e brasileiros? Claro que não. Afinal como dizia o guru do futebol, Dadá Maravilha, o Dario Peito de Aço, o jogo acaba quando termina.
Gafe e vaias
Nossa! Foi feio ver o presidente Lula enfiar o rabo entre as pernas, e ficar calado sem dizer piu, depois de sonora vaia vinda dos “educados” cariocas. Foi notoriamente vexatória a situação do mandatário.
Povo
O que dizer da manifestação anti-Lula no Maracá? O que dizer desse povo que o elegeu, e hoje, o vaia sem nenhum reparo? O que dizer desse povo?
Rosseau
Jean Jacques Rosseau, o Pai da Democracia, já dizia bem que nem sempre o que a maioria quer é bom para a maioria...
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sexta-feira, 13 de julho de 2007
É vingança?
Só pode ser vingança o tratamento dispensado à imprensa por parte dos organizadores do Carnaval Fora de Época na capital, Porto Velho. Bom! Pelo que me contaram a turma da imprensa sofreu para pegar as credenciais para a cobertura do evento momesco extemporâneo.
Só pode ser vingança do tratamento dado ao Zezinho do Maria Fumaça na época da então chamada Tragédia com o Bloco da Morte, o infausto Trio das Mimosas. Lembra?
Me contaram os mais zangados, que o pessoal do Maria Fumaça demorou demais para entregar as benditas “camisetas da imprensa” e o tratamento foi muito espartano para com o pessoal da mídia. Como editor do Rondonoticias, só posso lamentar...Poxa! estão repetindo os mesmos erros da assessoria da Expovel que tratou da pior maneira os representantes dos veículos, deixando muitos, inclusive o Rondonoticias, sem credenciamento para coberturas...
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quarta-feira, 4 de julho de 2007
Temos que lidar com cada imbecil
Deus sabe que tentei mesmo, conversar com o assessor do P-SOL, Edson Lustosa. Deus sabe que tentei apaziguar uma situação que não tem pé nem cabelo. Briga de bar, que assunto maçante! Me perdoem, tô fora! Vamos deixar de ser imbecil, e gastar tutano com coisa que o valha!
O Adilson Siqueira, pelo menos, entendeu acho, - e já deve ter dito ao assessor Lustosa para deixar de lado....Mas ele continua, o pobre, na infausta tarefa de dizer que minto e isso e aquilo. - Coitado, minha fama é boa, e minha reputação conhecida. Perguntem para quem quer que seja que me conhece quem sou, e quem são meus pais! E não vai ser qualquer imbecil que vá dizer algo contra minha pessoa, sem antes levar até na cara se for o caso.
Só na cabecinha cheias de minhocas de Lustosa mereceria tanto crédito e tanta sandice o episódio de uma rinha de bar: pergunto-me o que ele ganha com isso? - Não sei, nem quero saber.
O fato é que sei quem sou. Sei muito bem de que família sou. E me orgulho muito de quem sou. Sou amado e querido. Respeitado sobretudo. Mas nem tudo é flor, e infelizmente, há alguns idiotas que aparecem de vez em quando, como estrelas fugazes que tentam, mas não conseguem abalar meu espírito.
Não sou psicólogo, nem muito menos, mas suspeito que haja demência em muita gente de coração ruim e que por desgraça temos que tropeçar com eles por aí. Esses rejeitados pela vida e pela trajetória de fracassos querem através de sua purga sobreviver entre gente boa. Temos que aturá-los, tolerá-los, porque a esperança e que mudem. Milagre! Claro que não acredito nisso, apesar de ser religioso. Contudo, quero crer que qualquer ser - humano possa se regenerar, não de todo, nem de sua essência, mas pelo menos para fazer que os dias dos bons sejam melhores na Terra.
Postado por Rocco Eduardo às 15:34 1 comentários
sábado, 30 de junho de 2007
Adilson nos bares da vida
Nesses dias, pela manhã, veio me procurar todo faceiro e sorridente, com aqueles dentões, o presidente do P-SOL aqui em Rondônia, o professor Adilson Siqueira, com papeis em mãos. Queria porque queria que publicasse no site Rondonoticias, no qual sou editor, um suposto Direito de Resposta (a famosa briga de bar em Guajará com a triste e reprovável presença de algumas figuras da política local).
Bom, até aí, nada de errado, ou melhor; tudo bem. Atendi o referido até com entusiasmo, já que até sentia estima por ele e sua trajetória, especialmente, quando foi candidato a governador pela legenda nanica. - Até insistí para que seja meu Entrevistado da Semana, um espaço no site aberto para as figuras mais retumbantes do estado. - Ele topou na hora. Até me agradeceu sorridente com seus dentões bem à vista.
Qual foi minha surpresa. Na mesma tarde, o pesolista, através de, suposto assessor (não sei se ele é mesmo o assessor do P-SOL), o colega e cidadão Edson Lustosa, tinha distribuído à imprensa um texto, onde aparecia minha pessoa como se tivesse interferido e manipulado ‘sem ética’, (segundo o professor e o assessor) as desculpas e explicações públicas de que Adilson nunca se meteu em briga nenhuma em bar de Guajará e que não foi em cana aquele dia. – Qué culpa tenho eu de que Adilson Siqueira esteja, ou freqüente bar e onde reina a confusão? Que culpa tenho eu de que ele, como bem disse em artigo, o colega J. Vasquez, que ele esteja no lugar e hora errada?
Ou ele ficou zangado porque não quis publicar letra por letra a sua nota escrita, seguramente, as pressas onde acusava e desferia seu veneno contra outras pessoas que estavam naquele entrevero? -Meu amigo não gosto de ser incendiário. Me poupe! Em assuntos de Matildes, brigas de bares, eu não meto meu bedelho!
Admira-me que um professor universitário não consiga entender que o jornalista tem seu estilo, tem sua forma de transmitir a mensagem, e que ele é livre e soberano para escrever sobre um fato e ocorrência (e também de preservar sua fonte). Não consigo entender que alguns tentam de alguma forma coagir o trabalho da imprensa, sem antes entender que ser homem público é se preservar para não virar notícia? Realmente não consigo entender alguns...
Postado por Rocco Eduardo às 08:05 0 comentários
O Homem do Pacotão ficou sem ele
Sim senhores.... Soube ontem, das palavras próprias do secretário do TCU: o Homem do Pacatão tá enrolado. Não adianta nem chorar, disse Carlos Wellington.
Bom, se você amigo internauta é habituê do site Rondonoticias deve saber muito bem de quem estou escrevendo. Se não, vai no menu do site, no espaço para busca e....Procure pelo Homem do Pacatão.
Postado por Rocco Eduardo às 07:38 1 comentários
quarta-feira, 27 de junho de 2007
O blog vive!
Nestes dias agitados e de calor intenso em todos os sentidos na capital, Porto Velho, meio que deixei de atualizar o blog. Me perdoem os “amigos” que freqüentam este espaço. Hoje mesmo voltei a dizer que o blog vive para o Carlos Terceiro. Aliás agradeço ao colega jornalista por tem me “linkado”, ou seja, ter aberto o espaço para esta coluna virtual no Nahoraonline.com.br.
Desde já agradeço também ao amigo Agra, por fazer o mesmo com o blog no site Rondoniadinamica.com.br. Vocês são demais...Obrigado mesmo!
Postado por Rocco Eduardo às 15:15 0 comentários
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Não teve Boca para o Grêmio

E como não teve Boca para o Grêmio, Riquelme teve que erguer a taça em pleno Olimpíco de Porto Alegre... Imagens nada agradáveis para uma multidão que sonhava até os primeiros gols boquenses num milagre. O milagre se aposentou na perna direita do camisa 10 do ex-time do grande Diego Maradona, que deve ter comemorado como um louco, já que é fanático xeneize.
Boca Juniors, comentava hoje no MSN meu amigo e jornalista, Eranildo Costa Luna, atropelou o Grêmio. Cinco gols de diferença foi muito para o velho índio dos Pampas...
Postado por Rocco Eduardo às 13:47 1 comentários
Quem sou eu
- Rocco Eduardo
- Jornalista, formado em Comunicação Social e pós-graduado em Jornalismo e Mídia.Atual Editor do Site Rondonoticias. Escreve a Coluna Esportiva "Na Marca da Cal" no mesmo site e é membro fundador e ativista da Academia Rondoniense de Poetas - ACARP.
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